A pesquisa com células-tronco
7 comentários •
05/03/2008

O Supremo Tribunal Federal (STF) votou, no dia 5/03, se o 5º artigo da Lei de Biossegurança, que autoriza a pesquisa com células-tronco, é inconstitucional. A plenária, porém, foi adiada pelo pedido de vista do processo feito pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito.

De acordo com o autor da ação, Claudio Dorneles, um ser vivo começa na fecundação, então, destruir embriões inviáveis para esse tipo de estudo vai contra a Constituição, que prega a “inviolabilidade do direito à vida”.

Os que defendem o 5º artigo argumentam que um pequeno embrião, com um pouco mais de cem células, não pode ser equiparado a um ser humano, além de afirmarem que as pesquisas podem ajudar a salvar vidas.

O Brasil deve continuar as pesquisas com células-tronco?



10/04/2008 As células-tronco “reprogramadas” iPS não precisam mais ser obtidas com a introdução de genes ou com a utilização de retrovírus como vetor. Segundo a Profa. Dra. Alice Teixeira Ferreira, a PrimeGen já está apresentando um método mais rápido e 1000 vezes mais eficiente: as proteínas necessárias para induzir a pluripotência nas células adultas são levadas por partículas de carbono que são rapidamente incorporadas pelas células adultas (usaram células da pele, de rim e da retina). Afirma também que não tem de se preocupar com a manipulação genética que na verdade não ocorre, pois o que se faz é ativar genes que estavam silenciados. Por outro lado, prossegue, a reprogramação foi estudada primeiramente em camundongos e podemos continuar usando estes animais para estudar o comportamento de células embrionárias, pois afinal existe uma homologia de 95% entre o genoma destes animais e o humano.
02/04/2008 Acompanhando a Imunologia há 35 anos, percebo que a possibilidade de terapia (tratamento) com células-tronco embrionárias humanas tem sido erroneamente focalizada ao se atribuir o mesmo requisito de seleção de doador-receptor aplicado a transplantes de córnea e de órgãos sólidos (ex: rim, coração), haja vista a ampla e irrestrita mobilização nacional resultando em comoção, revolta e ofensas infundadas. Sabe-se que para o tratamento com células-tronco embrionárias humanas seria necessário seguir a mesma lei de transplantação adotada para o transplante de medula óssea (células-tronco adultas), ou seja, compartilhamento do RG biológico (HLA) pelo doador das células (no caso, o embrião) e o receptor das mesmas (o paciente/deficiente físico). A obrigatoriedade em seguir esta norma propiciaria que as células pudessem exercer seu efeito biológico in vivo, sem serem rapidamente rejeitadas pelo sistema imunológico do paciente/deficiente físico. Contudo, a probabilidade de compatibilidade HLA plena entre indivíduos não-aparentados varia, de acordo com dados da literatura científica, de 1:250.000 a 1:1.000.000. O inusitado é que tal regra imunológica, que tem sido estranhamente ignorada dos debates já realizados sobre a liberação ou não do uso de embriões humanos para pesquisa, está vastamente documentada e ilustrada na literatura científica atual (ex: http://www.sciencedaily.com/releases/2007/12/071220123837.htm) e afirma: 1 - existe uma barreira imunológica intransponível (barreira alogênica) que NÃO permite a transferência aleatória de células-tronco em humanos, sejam elas células-tronco adultas ou não. 2 - as células-tronco embrionárias humanas NÃO podem ser utilizadas para tratamento (terapia) porque a reação imunológica de rejeição (resposta alogênica) é potente, rápida e dominante. 3 – o RG biológico (HLA), precocemente identificado em expressão haplóide no óvulo e no espermatozóide mesmo antes da fecundação, NÃO se altera ao longo da vida e, portanto, não tem como se vislumbrar sucesso na terapia com células-tronco EMBRIONÁRIAS humanas. Qual seria, então, a utilidade de eventuais pesquisas com células-tronco embrionárias humanas? Devemos apoiar as pesquisas com células-tronco ADULTAS, pois sendo autólogas (próprias do paciente/deficiente físico), não precisam enfrentar a barreira alogênica.
18/03/2008 Sim. O Brasil deve continuar as pesquisas com as células tronco, pois, ainda há nesse processo um leque extenso de informações científicas a serem descobertas e acredito, benéficas à vida humana uma vez que,usada como método de tratamento, as células troncos podem amenizar osofrimento de alguém que esteja condenado a uma cadeira de rodas, por exemplo.
18/03/2008 Não. Sou católico e minha opinião não é somente por um dogma religioso. A partir do momento da fecundação dá-se o dom da vida, isto é real, não é dogma. Para que destruir um ser vivo que tem toda a chance de se formar e ser vida em plenitude, para pensarmos em salvar uma vida(isto necessita ainda de muita pesquisa, não é evidente)que já está formada, que já teve a sua chance e que no transcorrer dela teve um acidente, por exemplo e ficou paraplégico? Considero uma atitude egoísta achar que deve sacrificar um embrião para continuar uma vida adulta. Acho que, como cristão, eu dou a minha vida pela do meu irmão e não o contrário.
08/03/2008 Sim, claro que deve continuar. A igreja católica e protestantes, com todo o respeito as religiôes, e os seus dogmas, não podem interferir na vida de pessoas que necessitem de tratamento. Se a questão é o direito a vida, então SENHORES (MINISTROS, CNBB, CIENTISTAS, PADRES e ATIVISTAS....)Deveriam também se preocupar, com o descaso na saúde, proliferação de dengue, aids, febre amarela, falta de saneamento básico, morte por erros médicos, mortes por acidentes de trânsito, desnutrição no Nordeste do País, morte por bala perdida, entre outras mazelas que matam milhares de Brasileiros.
06/03/2008 Sim,algumas doenças poderiam serem curadas pelo uso das células-tronco.Por exemplo os transplantes da médula óssea;se um feto não nasceu,logo, não tem noção do que seria viver;não sente dor e nem tem sentimentos,assim sendo,é somente um conjunto de celulas em desenvolvimento.
06/03/2008 Primeiro devemos pensar na Teoria da Evolução das Espécies de Darwin. Se a genética de um ser humano não permite que esses genes prosperem então nada há de se fazer para que o organismo viva mais tempo e se procrie; criando mais seres inaptos à vida. Porém, a mesma evolução (ou qualquer outra coisa) nos tornou capazes de sermos criativos e inteligentes. Então acho que a ciência em pró da sobrevivêica do mais fraco até que é válida, porém devemos pensar também na consciência coletiva, que anda devagar (quase parando), mas nos trouxe ao nível de evolução que nos encontramos hoje. RESUMINDO: O MUNDO EVOLUI DE ACORDO COM O PENSAMENTO COLETIVO, E NÃO COM AS IDÉIAS DE 1/2 DÚZIA DE GÊNIOS QUE QUEREM MANIPULAR NOSSA ESPÉCIE (pena que levaremos ainda milhares de anos para nos tornamos todos gênios!). POR MAIS PARADÓXO QUE PAREÇA, DEVEMOS DEIXAR QUE A VIDA NOS MATE!

56 comentários • 22/09/2009
6 comentários • 17/04/2009
5 comentários • 27/02/2009
38 comentários • 16/02/2009
4 comentários • 10/02/2009
4 comentários • 02/12/2008
12 comentários • 11/11/2008
8 comentários • 22/10/2008
6 comentários • 23/09/2008
1 comentário • 20/05/2008
3 comentários • 05/05/2008
5 comentários • 17/04/2008
7 comentários • 05/03/2008
27 comentários • 07/01/2008
18 comentários • 22/05/2007

Mapa do Site | Quem Somos | Política de Privacidade | Fale Conosco | RSS | Faça do Planeta Sustentável sua home page | Adicionar aos Favoritos
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados