arquitetura
A favor do vento
Cada vez mais profissionais recorrem à arquitetura bioclimática para reduzir o consumo de energia.Conheça aqui alguns de seus princípios
Por Giuliana Capello
Revista Arquitetura & Construção - 10/2008
Usar a natureza para aquecer, resfriar e iluminar as construções é uma lição conhecida. No século 1, o arquiteto e engenheiro romano Marcus Vitruvius Pollio já estudava o sol e o vento antes de traçar prédios.
[img1]Hoje, cada vez mais profissionais recorrem à arquitetura bioclimática para reduzir o consumo de energia. No projeto da sede da cimenteira Holcim, em San José (Costa Rica), o chileno Bruno Stagno dispensou sistemas artificiais de climatização.
Sete tipos de sombreamento, como quebra-sóis e estruturas elásticas, ajudam a manter o ar fresco internamente. Aletas direcionam o vento, e brises deixam entrar ar e luz. Nos jardins, aspersores aumentam a umidade do ar nos cinco meses secos do ano (os demais são chuvosos). “Em países tropicais como o Brasil, em que não há climas extremos, aproveitar as energias passivas e renováveis é ainda mais simples e aumenta a sustentabilidade da obra”, afirma o arquiteto.
UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS
Criada nos anos 80, a arquitetura bioclimática reuniu estratégias que já eram empregadas por arquitetos para tirar proveito dos aspectos naturais do terreno e reduzir a iluminação artificial e a necessidade de combustíveis fósseis para a climatização.
Conheça alguns de seus princípios, listados pelo professor Leopoldo Bastos, do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- Considerar a topografia, o clima, a insolação e a direção dos ventos para otimizar o uso dessas energias no projeto de arquitetura.
- Integrar a vegetação do terreno ao edifício, aproveitando a sombra das árvores para reduzir o calor em áreas específicas da construção.
- Usar materiais e recursos construtivos que controlam a entrada de luz e calor, como vidros, brises, quebra-sóis, janelas dimensionadas adequadamente e ventilação cruzada.
Usar a natureza para aquecer, resfriar e iluminar as construções é uma lição conhecida. No século 1, o arquiteto e engenheiro romano Marcus Vitruvius Pollio já estudava o sol e o vento antes de traçar prédios.
[img1]Hoje, cada vez mais profissionais recorrem à arquitetura bioclimática para reduzir o consumo de energia. No projeto da sede da cimenteira Holcim, em San José (Costa Rica), o chileno Bruno Stagno dispensou sistemas artificiais de climatização.
Sete tipos de sombreamento, como quebra-sóis e estruturas elásticas, ajudam a manter o ar fresco internamente. Aletas direcionam o vento, e brises deixam entrar ar e luz. Nos jardins, aspersores aumentam a umidade do ar nos cinco meses secos do ano (os demais são chuvosos). “Em países tropicais como o Brasil, em que não há climas extremos, aproveitar as energias passivas e renováveis é ainda mais simples e aumenta a sustentabilidade da obra”, afirma o arquiteto.
UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS
Criada nos anos 80, a arquitetura bioclimática reuniu estratégias que já eram empregadas por arquitetos para tirar proveito dos aspectos naturais do terreno e reduzir a iluminação artificial e a necessidade de combustíveis fósseis para a climatização.
Conheça alguns de seus princípios, listados pelo professor Leopoldo Bastos, do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
- Considerar a topografia, o clima, a insolação e a direção dos ventos para otimizar o uso dessas energias no projeto de arquitetura.
- Integrar a vegetação do terreno ao edifício, aproveitando a sombra das árvores para reduzir o calor em áreas específicas da construção.
- Usar materiais e recursos construtivos que controlam a entrada de luz e calor, como vidros, brises, quebra-sóis, janelas dimensionadas adequadamente e ventilação cruzada.