jóia de família
Restaurando boas lembranças
Poucas coisas em casa marcam tão fundo a memória da gente como a mesa das refeições. Esta é a história de uma mesa que o designer Décio Navarro herdou do avô Salvador, marceneiro dos bons, lá pelo início do século passado. Ganhou um pouco de tinta, um tampo novo e continua participando da vida da família. Sustentabilidade também é isto: manter vivos os valores que nascem do coração
Por Ana Holanda
Revista Bons Fluidos - 02/2009
[img2]
A mesa da sala do arquiteto e designer Décio Navarro, 54 anos, está na família há cerca de 80 anos. Foi construída pelo avô e depois herdada pelo pai do arquiteto. E de casa em casa compôs a história dos Navarro.
“Quando eu era criança, as refeições se davam em torno desta mesa. Para acomodar a todos, abriam-se duas abas laterais. Sempre que acionava o mecanismo, meu pai dizia do bom marceneiro que era meu avô. Nós nos entreolhávamos cúmplices, como que dizendo: ‘Lá vem ele de novo...’”, recorda o designer.
[img1]
Recentemente, o arquiteto a reformou: pintou a base e trocou o antigo tampo, já muito gasto, por um de teca (madeira de reflorestamento). Pronto: ficou com cara nova, apesar de octogenária. “Às vezes, lembro minhas filhas que a mesa foi feita pelo bisavô delas. Exatamente como meu pai, orgulhoso, fazia. Acho que sorriem por dentro”, finaliza Décio.
[img2]
A mesa da sala do arquiteto e designer Décio Navarro, 54 anos, está na família há cerca de 80 anos. Foi construída pelo avô e depois herdada pelo pai do arquiteto. E de casa em casa compôs a história dos Navarro.
“Quando eu era criança, as refeições se davam em torno desta mesa. Para acomodar a todos, abriam-se duas abas laterais. Sempre que acionava o mecanismo, meu pai dizia do bom marceneiro que era meu avô. Nós nos entreolhávamos cúmplices, como que dizendo: ‘Lá vem ele de novo...’”, recorda o designer.
[img1]
Recentemente, o arquiteto a reformou: pintou a base e trocou o antigo tampo, já muito gasto, por um de teca (madeira de reflorestamento). Pronto: ficou com cara nova, apesar de octogenária. “Às vezes, lembro minhas filhas que a mesa foi feita pelo bisavô delas. Exatamente como meu pai, orgulhoso, fazia. Acho que sorriem por dentro”, finaliza Décio.