cuidado com a mata
Moradia sustentável
Conforto ambiental e utilização hábil dos recursos naturais são as premissas de uma construção verde
Especial Casa Sustentável* – 08/2009
Toda casa deveria ser ecológica, dizem os arquitetos especializados nessa área. E eles não estão falando de equipamentos caros e medidas complicadas. Pelo contrário, se referem a algo que é inerente ao projeto. “A boa arquitetura já nasce sustentável”, define o arquiteto Lourenço Gimenes, um dos sócios do escritório paulista FGMF. No ano passado, ao ficar entre os 12 finalistas de um concurso para a produção de moradias para uma vila operária sustentável na Rússia, os arquitetos tiveram a oportunidade de explicitar o que pensam sobre o tema.
Defenderam que um edifício bem concebido deve prever respostas a problemas como a qualidade do ar, da iluminação e da temperatura através da própria arquitetura. E teceram críticas ao que chamaram de “justaposição de badulaques”, a instalação de equipamentos para corrigir falhas de projeto. De fato, construir uma casa que fique de bem com a natureza não pressupõe necessariamente uma dificuldade. Basta partir de duas premissas: o conforto ambiental e a utilização racional dos recursos naturais.
Seguindo esses princípios, a construção será naturalmente fresca no verão e quentinha no inverno. “Isso não é muito comum na arquitetura praticada hoje, que prioriza a estética”, lamenta o professor Marcelo de Andrade Roméro, coordenador do Curso de Especialização em Conforto Ambiental e Conservação da Energia da Fundaçãopara a Pesquisa Ambiental (Fupam), de São Paulo.
SABEDORIA COLONIAL
Nos casarões de Paraty, RJ, janelas e portas internas alinham-se para favorecer a circulação do ar e refrescar o interior. “Além disso, treliças acima das portas deixam o ar passar mesmo quando elas estão fechadas”, diz o arquiteto paulista Renato Tavolaro, que já restaurou diversas casas na cidade e costuma adotar ideias semelhantes em seus projetos.
A adequação ao lugar e aos moradores, além da relação com o entorno, também são pontos importantes para uma casa ecológica.“Ela acrescenta qualidade de vida e conforto a quem mora, sem prejudicar a natureza”, diz Lúcia Pirró, arquiteta e professora da Fupam.
ESCOLHA DE MATERIAIS
Preferir os recursos da própria região e cuja produção não implique agressões ambientais deveriam estar entre as preocupações do arquiteto, assim como sua utilização para obter um maior conforto ambiental. Já o consumidor pode fazer sua parte ao escolher com mais consciência e usar o poder de compra a favor da melhoria da qualidade dos produtos. Para isso, antes de fechar negócio, verifique se o fabricante está qualificado pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), do Ministério das Cidades.
Toda casa deveria ser ecológica, dizem os arquitetos especializados nessa área. E eles não estão falando de equipamentos caros e medidas complicadas. Pelo contrário, se referem a algo que é inerente ao projeto. “A boa arquitetura já nasce sustentável”, define o arquiteto Lourenço Gimenes, um dos sócios do escritório paulista FGMF. No ano passado, ao ficar entre os 12 finalistas de um concurso para a produção de moradias para uma vila operária sustentável na Rússia, os arquitetos tiveram a oportunidade de explicitar o que pensam sobre o tema.
Defenderam que um edifício bem concebido deve prever respostas a problemas como a qualidade do ar, da iluminação e da temperatura através da própria arquitetura. E teceram críticas ao que chamaram de “justaposição de badulaques”, a instalação de equipamentos para corrigir falhas de projeto. De fato, construir uma casa que fique de bem com a natureza não pressupõe necessariamente uma dificuldade. Basta partir de duas premissas: o conforto ambiental e a utilização racional dos recursos naturais.
Seguindo esses princípios, a construção será naturalmente fresca no verão e quentinha no inverno. “Isso não é muito comum na arquitetura praticada hoje, que prioriza a estética”, lamenta o professor Marcelo de Andrade Roméro, coordenador do Curso de Especialização em Conforto Ambiental e Conservação da Energia da Fundaçãopara a Pesquisa Ambiental (Fupam), de São Paulo.
SABEDORIA COLONIAL
Nos casarões de Paraty, RJ, janelas e portas internas alinham-se para favorecer a circulação do ar e refrescar o interior. “Além disso, treliças acima das portas deixam o ar passar mesmo quando elas estão fechadas”, diz o arquiteto paulista Renato Tavolaro, que já restaurou diversas casas na cidade e costuma adotar ideias semelhantes em seus projetos.
A adequação ao lugar e aos moradores, além da relação com o entorno, também são pontos importantes para uma casa ecológica.“Ela acrescenta qualidade de vida e conforto a quem mora, sem prejudicar a natureza”, diz Lúcia Pirró, arquiteta e professora da Fupam.
ESCOLHA DE MATERIAIS
Preferir os recursos da própria região e cuja produção não implique agressões ambientais deveriam estar entre as preocupações do arquiteto, assim como sua utilização para obter um maior conforto ambiental. Já o consumidor pode fazer sua parte ao escolher com mais consciência e usar o poder de compra a favor da melhoria da qualidade dos produtos. Para isso, antes de fechar negócio, verifique se o fabricante está qualificado pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), do Ministério das Cidades.