Preservação
Burle Marx: um senhor de dedo verde
Os jardins criados pelo paisagista paulistano Burle Marx, na cidade do Rio de Janeiro, até os anos 90, são tombados provisoriamente pela prefeitura
Carlos Henrique Braz
Revista Veja Rio – 05/08/2009
Criador de mais de 3 000 projetos paisagísticos em vinte países, o paulistano Roberto Burle Marx (1909-1994), cujo centenário de nascimento se comemora na terça (4), elaborou cerca de 200 jardins para espaços públicos, empresas e residências no Rio, onde viveu e trabalhou durante a maior parte de seus 84 anos. "Deve haver atualmente de 120 a 150 desses paisagismos, o que não considero um bom número", diz Haruyoshi Ono, sócio-colaborador e atual responsável pelo Escritório Burle Marx & Cia. Ltda. Além das áreas verdes tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a exemplo do Sítio Santo Antônio da Bica, em Guaratiba, onde Marx morou, e do Parque do Flamengo, outras criações do paisagista serão preservadas. A partir de levantamento feito pelo subsecretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design da Prefeitura do Rio, Washington Fajardo, 84 desses trabalhos foram tombados provisoriamente pela prefeitura. Na prática, isso significa que não podem ser modificados enquanto se concluem os pareceres técnicos para determinar a extensão de seu tombamento definitivo.
[img01] Instituições estatais, como a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Centro, mantêm as obras do mestre, conservando a forma original de seus projetos. Entidades privadas, como a Fundação Eva Klabin e o Instituto Moreira Salles (IMS), também. Instalado em uma imponente mansão projetada pelo arquiteto Olavo Redig (1906-1984) em 1951, o IMS celebra os 100 anos do paisagista a partir de sábado (8) com visita monitorada pelos jardins de Burle Marx. Ainda nesse dia será aberta a exposição Burle Marx por Gautherot, com cinquenta imagens em preto e branco clicadas pelo fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910-1996). "Esses espaços têm de ser preservados, do mesmo modo como cuidamos dos acervos de fotografia, literatura, artes plásticas e música", diz Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS.
Criador de mais de 3 000 projetos paisagísticos em vinte países, o paulistano Roberto Burle Marx (1909-1994), cujo centenário de nascimento se comemora na terça (4), elaborou cerca de 200 jardins para espaços públicos, empresas e residências no Rio, onde viveu e trabalhou durante a maior parte de seus 84 anos. "Deve haver atualmente de 120 a 150 desses paisagismos, o que não considero um bom número", diz Haruyoshi Ono, sócio-colaborador e atual responsável pelo Escritório Burle Marx & Cia. Ltda. Além das áreas verdes tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a exemplo do Sítio Santo Antônio da Bica, em Guaratiba, onde Marx morou, e do Parque do Flamengo, outras criações do paisagista serão preservadas. A partir de levantamento feito pelo subsecretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design da Prefeitura do Rio, Washington Fajardo, 84 desses trabalhos foram tombados provisoriamente pela prefeitura. Na prática, isso significa que não podem ser modificados enquanto se concluem os pareceres técnicos para determinar a extensão de seu tombamento definitivo.
[img01] Instituições estatais, como a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Centro, mantêm as obras do mestre, conservando a forma original de seus projetos. Entidades privadas, como a Fundação Eva Klabin e o Instituto Moreira Salles (IMS), também. Instalado em uma imponente mansão projetada pelo arquiteto Olavo Redig (1906-1984) em 1951, o IMS celebra os 100 anos do paisagista a partir de sábado (8) com visita monitorada pelos jardins de Burle Marx. Ainda nesse dia será aberta a exposição Burle Marx por Gautherot, com cinquenta imagens em preto e branco clicadas pelo fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910-1996). "Esses espaços têm de ser preservados, do mesmo modo como cuidamos dos acervos de fotografia, literatura, artes plásticas e música", diz Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS.