poluição
Como está nosso ar?
Pouco se sabe, só se sente. Quatro estações que medem a poluição no Rio de Janeiro foram desativadas em 2006 e não voltam a funcionar antes de novembro
Por Vanessa Barbosa
Revista Veja Rio de Janeiro - 30/07/2008
Nos grandes centros urbanos são freqüentes os dias em que a poluição do ar atinge níveis críticos. O Rio não é exceção. Seja pelo adensamento populacional, pela topografia acidentada ou por possuir a segunda maior frota de veículos e o segundo parque industrial do país, atrás apenas de São Paulo, a cidade apresenta uma combinação de fatores explosivos para a degradação atmosférica. O problema nem sempre é perceptível a olho nu, mas pode ser detectado por sistemas capazes de determinar o nível de concentração de poluentes na atmosfera. Infelizmente, desde outubro de 2006 apenas duas estações, ligadas à Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), avaliam a qualidade do ar que os cariocas respiram. Outras quatro, instaladas no Centro, Copacabana, São Cristóvão e Tijuca, além de uma unidade móvel, permanecem desativadas desde o fim do contrato do município com a empresa que as mantinha. Depois de quase dois anos, um novo convênio, de 10 milhões de reais, firmado entre a prefeitura e a Petrobras no início do mês, deve mudar a situação. Até novembro, os postos de medição serão reativados e, ao longo de cinco anos, mais quatro estações entrarão em funcionamento, em locais que ainda serão escolhidos.
Com a ampliação do monitoramento, será possível acompanhar as variações na qualidade do ar. “Teremos uma cobertura completa, on-line, dos níveis de poluição no município e um maior controle ambiental”, afirma o subsecretário municipal de Meio Ambiente, David Beserra Lessa. A cada quinze minutos, as estações farão medições e enviarão os resultados para um banco de dados, que ficará à disposição da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Feema e da Petrobras. Diariamente serão emitidos boletins com informações sobre a qualidade do ar, que ficarão disponíveis na internet. “Se notarmos o aumento de certo componente poluidor numa determinada área da cidade, vamos conseguir descobrir a origem e procurar soluções”, explica a coordenadora de Planejamento e Monitoramento Ambiental, Magda Valverde. “E teremos condições de fazer isso rápido.”
Cada estação fixa pode aferir cinco itens: quantidade de partículas sólidas, de monóxido de carbono e de dióxido de enxofre, temperatura ambiente e umidade do ar. Já a móvel faz dezesseis tipos de medição, entre os quais direção e velocidade do vento, radiação solar, ozônio e presença de óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos e partículas inaláveis. Ao mesmo tempo em que reativa as estações, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente prepara ações de educação ambiental, como visitas guiadas às estações e palestras em escolas. “É importante conscientizar a população dos problemas da poluição atmosférica”, diz Magda Valverde. “As pessoas prestam mais atenção à poluição visível e não percebem tanto a do ar.”
Nos grandes centros urbanos são freqüentes os dias em que a poluição do ar atinge níveis críticos. O Rio não é exceção. Seja pelo adensamento populacional, pela topografia acidentada ou por possuir a segunda maior frota de veículos e o segundo parque industrial do país, atrás apenas de São Paulo, a cidade apresenta uma combinação de fatores explosivos para a degradação atmosférica. O problema nem sempre é perceptível a olho nu, mas pode ser detectado por sistemas capazes de determinar o nível de concentração de poluentes na atmosfera. Infelizmente, desde outubro de 2006 apenas duas estações, ligadas à Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), avaliam a qualidade do ar que os cariocas respiram. Outras quatro, instaladas no Centro, Copacabana, São Cristóvão e Tijuca, além de uma unidade móvel, permanecem desativadas desde o fim do contrato do município com a empresa que as mantinha. Depois de quase dois anos, um novo convênio, de 10 milhões de reais, firmado entre a prefeitura e a Petrobras no início do mês, deve mudar a situação. Até novembro, os postos de medição serão reativados e, ao longo de cinco anos, mais quatro estações entrarão em funcionamento, em locais que ainda serão escolhidos.
Com a ampliação do monitoramento, será possível acompanhar as variações na qualidade do ar. “Teremos uma cobertura completa, on-line, dos níveis de poluição no município e um maior controle ambiental”, afirma o subsecretário municipal de Meio Ambiente, David Beserra Lessa. A cada quinze minutos, as estações farão medições e enviarão os resultados para um banco de dados, que ficará à disposição da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Feema e da Petrobras. Diariamente serão emitidos boletins com informações sobre a qualidade do ar, que ficarão disponíveis na internet. “Se notarmos o aumento de certo componente poluidor numa determinada área da cidade, vamos conseguir descobrir a origem e procurar soluções”, explica a coordenadora de Planejamento e Monitoramento Ambiental, Magda Valverde. “E teremos condições de fazer isso rápido.”
Cada estação fixa pode aferir cinco itens: quantidade de partículas sólidas, de monóxido de carbono e de dióxido de enxofre, temperatura ambiente e umidade do ar. Já a móvel faz dezesseis tipos de medição, entre os quais direção e velocidade do vento, radiação solar, ozônio e presença de óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos e partículas inaláveis. Ao mesmo tempo em que reativa as estações, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente prepara ações de educação ambiental, como visitas guiadas às estações e palestras em escolas. “É importante conscientizar a população dos problemas da poluição atmosférica”, diz Magda Valverde. “As pessoas prestam mais atenção à poluição visível e não percebem tanto a do ar.”