criminalidade
Assaltos na pracinha
Moradores mobilizam-se para melhorar a segurança no Jardim Botânico
Por Alessandra Medina
Revista Veja Rio de Janeiro - 06/08/2008
O clima era de cidade do interior, com pracinha arborizada, onde bebês tomavam banho de sol e crianças jogavam bola ou brincavam no balanço. O cenário mudou. Uma série de assaltos nas outrora pacatas ruas Conde Afonso Celso, Oliveira Rocha e seus arredores, no Jardim Botânico, vem assustando os moradores, que têm feito reuniões semanais para discutir como enfrentar a dura realidade. “Não podemos esperar pelo poder público”, diz o comerciante Bruno Ferreira, dono de um mercadinho na Rua Conde Afonso Celso. “Estamos pensando em contratar segurança privada.” Em julho, de acordo com moradores, foram quatro assaltos a mão armada. Na 15ª Delegacia de Polícia, que atende o bairro, apenas um foi registrado: o de um casal rendido por bandidos armados com pistola na porta da garagem de casa. “As vítimas precisam fazer boletim de ocorrência”, recomenda a delegada Bárbara Lomba Bueno. “Essa é a única maneira de sabermos dos crimes.”
Há alguns anos, as duas ruas contam com um serviço de vigilância informal, como é comum em outras áreas da cidade. Dois homens cobram “taxas” que variam de 30 (para moradores) a 100 reais (comerciantes) para dar proteção à área. Evidentemente, não está funcionando. Os assaltos se concentram nas imediações da Praça Pio XI, que faz a ligação entre as ruas Conde Afonso Celso e Oliveira Rocha, um bem-cuidado ponto de encontro de bebês e crianças. “Tiraram o celular de uma babá que levava uma criança para brincar”, conta o comerciante Ferreira. Numa das reuniões para decidir o que fazer, os moradores descobriram que um dos seguranças havia passado adiante seu ponto na Rua Oliveira Rocha — como fazem os comerciantes quando decidem fechar ou mudar estabelecimentos legalmente em funcionamento. “E recebeu como pagamento um Fusca velho”, angustia-se Ferreira.
Enquanto a questão dos assaltos não parece ter solução à vista, os moradores tentam pequenas melhorias: conseguiram da prefeitura a promessa de pintar os brinquedos da pracinha e vão terminar a decoração da escadaria que faz a ligação entre ela e a Rua Benjamim Batista, graças a uma empresa que vai doar cimento e azulejos. Brigam, ainda, pela melhoria da iluminação do local. “Queremos ocupar a praça o dia inteiro com atividades, como aulas de futebol e de tai chi chuan”, diz Christina Martins, moradora da região. “Quem sabe essas medidas não serão suficientes para coibir os assaltos e o vandalismo?”
O clima era de cidade do interior, com pracinha arborizada, onde bebês tomavam banho de sol e crianças jogavam bola ou brincavam no balanço. O cenário mudou. Uma série de assaltos nas outrora pacatas ruas Conde Afonso Celso, Oliveira Rocha e seus arredores, no Jardim Botânico, vem assustando os moradores, que têm feito reuniões semanais para discutir como enfrentar a dura realidade. “Não podemos esperar pelo poder público”, diz o comerciante Bruno Ferreira, dono de um mercadinho na Rua Conde Afonso Celso. “Estamos pensando em contratar segurança privada.” Em julho, de acordo com moradores, foram quatro assaltos a mão armada. Na 15ª Delegacia de Polícia, que atende o bairro, apenas um foi registrado: o de um casal rendido por bandidos armados com pistola na porta da garagem de casa. “As vítimas precisam fazer boletim de ocorrência”, recomenda a delegada Bárbara Lomba Bueno. “Essa é a única maneira de sabermos dos crimes.”
Há alguns anos, as duas ruas contam com um serviço de vigilância informal, como é comum em outras áreas da cidade. Dois homens cobram “taxas” que variam de 30 (para moradores) a 100 reais (comerciantes) para dar proteção à área. Evidentemente, não está funcionando. Os assaltos se concentram nas imediações da Praça Pio XI, que faz a ligação entre as ruas Conde Afonso Celso e Oliveira Rocha, um bem-cuidado ponto de encontro de bebês e crianças. “Tiraram o celular de uma babá que levava uma criança para brincar”, conta o comerciante Ferreira. Numa das reuniões para decidir o que fazer, os moradores descobriram que um dos seguranças havia passado adiante seu ponto na Rua Oliveira Rocha — como fazem os comerciantes quando decidem fechar ou mudar estabelecimentos legalmente em funcionamento. “E recebeu como pagamento um Fusca velho”, angustia-se Ferreira.
Enquanto a questão dos assaltos não parece ter solução à vista, os moradores tentam pequenas melhorias: conseguiram da prefeitura a promessa de pintar os brinquedos da pracinha e vão terminar a decoração da escadaria que faz a ligação entre ela e a Rua Benjamim Batista, graças a uma empresa que vai doar cimento e azulejos. Brigam, ainda, pela melhoria da iluminação do local. “Queremos ocupar a praça o dia inteiro com atividades, como aulas de futebol e de tai chi chuan”, diz Christina Martins, moradora da região. “Quem sabe essas medidas não serão suficientes para coibir os assaltos e o vandalismo?”