patrimônio
Vida longa ao Largo
Casario do Boticário, no Cosme Velho, pode ser transformado em hotel de luxo
Por Vanessa Barbosa
Revista Veja Rio - 05/11/2008
Perto da estação de trens do Corcovado, no Cosme Velho, um pequeno beco sem saída parece ter parado no tempo. Com calçamento em estilo pé-de-moleque, telhados e fachadas do início do século passado, árvores centenárias e o murmurar do Rio Carioca como trilha sonora, o Largo do Boticário, no sopé da Mata Atlântica, transborda ares de Rio antigo. Mas, como tantas outras áreas históricas da cidade, o abandono e a degradação ameaçam a conservação desse conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
Uma de suas oito mansões históricas – a de número 20, propriedade da família Bittencourt, que foi dona do extinto jornal Correio da Manhã – chegou a ser invadida e ocupada em julho de 2006 por 29 famílias de sem-teto, que de lá só foram retiradas em janeiro deste ano, por força de uma liminar da Justiça. Felizmente, após anos de contratempos, o Largo do Boticário dá sinais de recuperação. A arquiteta brasileira radicada na França Elizabeth de Portzamparc prepara um projeto para transformar cinco das oito casas do Largo num pequeno hotel, estilo butique.
Elizabeth, casada com Christian de Portzamparc – o arquiteto francês responsável pelo projeto da Cidade da Música –, faz o trabalho a pedido da família Bittencourt, dona dos cinco imóveis. "Nossa proposta é criar uma extensão contemporânea bem leve e transparente das casas desde a Rua Cosme Velho", explica. "É possível integrá-las pelos interiores, sem interferir nas fachadas." Há, ainda, a possibilidade de o lugar ser transformado na sede de uma fundação ecológica. As duas opções, diz a arquiteta, estão sendo negociadas com grupos interessados.
Se destinado às pousadas de charme, o Largo terá restaurante e lojas. Se virar abrigo da fundação ecológica, ganhará escritórios, auditórios e espaços para exposições relacionadas ao meio ambiente. De acordo com Marcus Monteiro, diretor-geral do Inepac, qualquer tipo de intervenção feita nos imóveis do conjunto deve ser aprovada pela instituição. "O uso não nos importa, desde que seja salvaguardada a integridade física e estética das construções", explica. No projeto, está prevista também a revitalização das redondezas. "A área pode se tornar o centro de um circuito turístico, cultural e natural", comenta Elizabeth. "Nossa intenção é integrar a estação de trens do Corcovado, o Museu de Arte Naïf, a Casa dos Abacaxis e a de Austregésilo de Athayde, além do acesso a trilhas pela Mata Atlântica."
Perto da estação de trens do Corcovado, no Cosme Velho, um pequeno beco sem saída parece ter parado no tempo. Com calçamento em estilo pé-de-moleque, telhados e fachadas do início do século passado, árvores centenárias e o murmurar do Rio Carioca como trilha sonora, o Largo do Boticário, no sopé da Mata Atlântica, transborda ares de Rio antigo. Mas, como tantas outras áreas históricas da cidade, o abandono e a degradação ameaçam a conservação desse conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
Uma de suas oito mansões históricas – a de número 20, propriedade da família Bittencourt, que foi dona do extinto jornal Correio da Manhã – chegou a ser invadida e ocupada em julho de 2006 por 29 famílias de sem-teto, que de lá só foram retiradas em janeiro deste ano, por força de uma liminar da Justiça. Felizmente, após anos de contratempos, o Largo do Boticário dá sinais de recuperação. A arquiteta brasileira radicada na França Elizabeth de Portzamparc prepara um projeto para transformar cinco das oito casas do Largo num pequeno hotel, estilo butique.
Elizabeth, casada com Christian de Portzamparc – o arquiteto francês responsável pelo projeto da Cidade da Música –, faz o trabalho a pedido da família Bittencourt, dona dos cinco imóveis. "Nossa proposta é criar uma extensão contemporânea bem leve e transparente das casas desde a Rua Cosme Velho", explica. "É possível integrá-las pelos interiores, sem interferir nas fachadas." Há, ainda, a possibilidade de o lugar ser transformado na sede de uma fundação ecológica. As duas opções, diz a arquiteta, estão sendo negociadas com grupos interessados.
Se destinado às pousadas de charme, o Largo terá restaurante e lojas. Se virar abrigo da fundação ecológica, ganhará escritórios, auditórios e espaços para exposições relacionadas ao meio ambiente. De acordo com Marcus Monteiro, diretor-geral do Inepac, qualquer tipo de intervenção feita nos imóveis do conjunto deve ser aprovada pela instituição. "O uso não nos importa, desde que seja salvaguardada a integridade física e estética das construções", explica. No projeto, está prevista também a revitalização das redondezas. "A área pode se tornar o centro de um circuito turístico, cultural e natural", comenta Elizabeth. "Nossa intenção é integrar a estação de trens do Corcovado, o Museu de Arte Naïf, a Casa dos Abacaxis e a de Austregésilo de Athayde, além do acesso a trilhas pela Mata Atlântica."