construção sustentável
Quando o problema mora ao lado
As cidades crescem em um território limitado. A cada prédio construído, um bairro ganha mais moradores, carros e demanda por serviços e equipamentos públicos. Embora urbanistas concordem que o adensamento seja positivo, a falta de planejamento põe tudo a perder: a chegada desordenada de empreendimentos afeta a paisagem urbana, o tráfego e as áreas verdes (veja abaixo os efeitos mais comuns)
Por Giuliana Capello
Revista Arquitetura & Construção - 01/2009
Por isso, em 2001, o Estatuto da Cidade, uma lei federal, criou o Estudo de Impacto de Vizinhança – que deve ser encomendado pela construtora a uma empresa especializada e entregue à prefeitura. “O EIV avalia os impactos da construção e, se necessário, aponta sugestões para contorná-los”, explica Paulo Henrique Coelho, sócio da consultoria Gestão de Vizinhança. Para Kazuo Nakano, urbanista do Instituto Pólis, a questão é implantar o edifício da melhor forma possível. “Mas, até agora, poucas cidades regulamentaram o instrumento no Plano Diretor ou em lei específica”, diz.
Em municípios paulistas como Ribeirão Preto, Santo André e São Bernardo do Campo, onde o Estudo de Impacto de Vizinhança está regulamentado, a população tem mais condições de participar do processo (consulte a prefeitura de sua cidade para obter mais informações). “Se o cidadão entende que um novo prédio pode trazer transtornos para ele ou para o bairro, deve exigir à prefeitura que se faça o EIV”, reforça Kazuo Nakano. Em conjunto com ações do poder público, atitudes como essa podem melhorar muito a qualidade de vida nas cidades.
Outro instrumento forte para alcançar esse objetivo seria o selo LEED, que certifica edifícios sustentáveis. Afinal, a sustentabilidade de um empreendimento também diz respeito à interferência que ele provoca no seu entorno. Mas, por enquanto, as exigências do selo mantêm o foco nos impactos causados durante a obra. “Apenas a seleção do local é realmente considerada e conta mais pontos quando ocorre em uma área já suprida de infra-estrutura urbana”, afirma Marcos Casado, gerente técnico do Greenbuilding Council Brasil, responsável pela certificação LEED.
EFEITOS DO ADENSAMENTO MAL PLANEJADO - Uma obra nova pode reduzir a iluminação e a ventilação de prédios vizinhos.
- A cobertura vegetal desaparece da cena urbana, o que prejudica a qualidade do ar.
- O trânsito piora porque a oferta de transporte público não acompanha a demanda.
- O adensamento mal planejado leva a congestionamentos devido ao excesso de carros.
- Patrimônios arquitetônicos muitas vezes são “engolidos” por edifícios maiores.
COMO SERIA A CIDADE IDEAL - Se respeitados, recuos e limites de altura garantem luz e ventilação aos vizinhos.
- Áreas verdes e arborização melhoram a qualidade de vida da população.
- Telhados verdes facilitam a drenagem da água da chuva e previnem enchentes.
- Calçadas largas e ciclovias facilitam o transporte a pé ou de bicicleta.
- A paisagem urbana bem cuidada interessa a todos, pois valoriza os imóveis locais.
Por isso, em 2001, o Estatuto da Cidade, uma lei federal, criou o Estudo de Impacto de Vizinhança – que deve ser encomendado pela construtora a uma empresa especializada e entregue à prefeitura. “O EIV avalia os impactos da construção e, se necessário, aponta sugestões para contorná-los”, explica Paulo Henrique Coelho, sócio da consultoria Gestão de Vizinhança. Para Kazuo Nakano, urbanista do Instituto Pólis, a questão é implantar o edifício da melhor forma possível. “Mas, até agora, poucas cidades regulamentaram o instrumento no Plano Diretor ou em lei específica”, diz.
Em municípios paulistas como Ribeirão Preto, Santo André e São Bernardo do Campo, onde o Estudo de Impacto de Vizinhança está regulamentado, a população tem mais condições de participar do processo (consulte a prefeitura de sua cidade para obter mais informações). “Se o cidadão entende que um novo prédio pode trazer transtornos para ele ou para o bairro, deve exigir à prefeitura que se faça o EIV”, reforça Kazuo Nakano. Em conjunto com ações do poder público, atitudes como essa podem melhorar muito a qualidade de vida nas cidades.
Outro instrumento forte para alcançar esse objetivo seria o selo LEED, que certifica edifícios sustentáveis. Afinal, a sustentabilidade de um empreendimento também diz respeito à interferência que ele provoca no seu entorno. Mas, por enquanto, as exigências do selo mantêm o foco nos impactos causados durante a obra. “Apenas a seleção do local é realmente considerada e conta mais pontos quando ocorre em uma área já suprida de infra-estrutura urbana”, afirma Marcos Casado, gerente técnico do Greenbuilding Council Brasil, responsável pela certificação LEED.
EFEITOS DO ADENSAMENTO MAL PLANEJADO - Uma obra nova pode reduzir a iluminação e a ventilação de prédios vizinhos.
- A cobertura vegetal desaparece da cena urbana, o que prejudica a qualidade do ar.
- O trânsito piora porque a oferta de transporte público não acompanha a demanda.
- O adensamento mal planejado leva a congestionamentos devido ao excesso de carros.
- Patrimônios arquitetônicos muitas vezes são “engolidos” por edifícios maiores.
COMO SERIA A CIDADE IDEAL - Se respeitados, recuos e limites de altura garantem luz e ventilação aos vizinhos.
- Áreas verdes e arborização melhoram a qualidade de vida da população.
- Telhados verdes facilitam a drenagem da água da chuva e previnem enchentes.
- Calçadas largas e ciclovias facilitam o transporte a pé ou de bicicleta.
- A paisagem urbana bem cuidada interessa a todos, pois valoriza os imóveis locais.