trânsito
Verde no asfalto
Rotatórias ganham pequenos jardins no lugar dos blocos de concreto
Fernando Cassaro
Revista Quatro Rodas – 04/2009
Ninguém duvida que a cidade de 18000 quilômetros de vias pavimentadas se ressente da falta de áreas verdes. Mas, ainda que pontualmente, alguns cruzamentos começam a ficar menos cinzentos. Os blocos de concreto, tachões e faixas pintadas no chão estão dando lugar a pequenos jardins, em especial em bairros da zona oeste, como Lapa e Pinheiros. Além de mais bonitos, cada um dos 85 pontos já transformados acrescenta cerca de 100 metros quadrados de área verde à cidade. Não é nenhum parque do Ibirapuera, mas torna as rotatórias mais visíveis, ameniza a paisagem e, mesmo em pequeno volume, ajuda a escoar a água da chuva.
A permeabilidade do solo foi o ponto de partida para a iniciativa, segundo o secretário municipal de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, e começou na avenida Mercedes, no Alto da Lapa, em 2007. Em 1.000 metros de extensão, a via ganhou três rotatórias verdes. “Aproveitamos espaços que já tinham o tráfego canalizado pela CET [Companhia de Engenharia de Tráfego]”, afirma o secretário.
Bem avaliada, a iniciativa foi estendida a mais ruas da região e dos vizinhos Pinheiros e Vila Madalena. Na zona sul, os cruzamentos do bairro residencial Alto da Boa Vista também já fazem parte do projeto.A reboque da permeabilidade, esses jardins deixam as rotatórias mais visíveis e evitam infrações cometidas por motoristas imprudentes. Segundo Matarazzo, muitos passavam reto pela rotatória ou chegavam a estacionar dentro da área.
A coordenadora da divisão de trânsito do Instituto de Engenharia, Maria da Penha Pereira Nobre, acredita que a adoção dessas minipraças vai acabar com o problema. “Em São Paulo, as rotatórias não são respeitadas. Vale a lei do mais forte”, diz. Para ela, a medida só não pode desconsiderar princípios técnicos e de segurança. “Os tachões foram pensados para que um caminhão consiga manobrar em vias estreitas. É preciso levar isso em conta na hora de erguer as muretas”, afirma. “Além disso, sinalização adequada, com olhos-de-gato e pintura especial, é fundamental.”
Quem vive nesses bairros também notou a diferença. “Diminuiu o fluxo de carros que fugiam dos congestionamentos nas vias principais”, afirma a presidente da Associação de Amigos do Alto de Pinheiros, Ignez Barretto.
PLANTIO
A prefeitura leva quatro meses para criar uma rotatória verde. Primeiro, a subprefeitura da região pede autorização à CET, para daí, com o sinal verde dos engenheiros, abrir uma licitação. Cada metro quadrado construído custa 200 reais aos cofres públicos.
Ninguém duvida que a cidade de 18000 quilômetros de vias pavimentadas se ressente da falta de áreas verdes. Mas, ainda que pontualmente, alguns cruzamentos começam a ficar menos cinzentos. Os blocos de concreto, tachões e faixas pintadas no chão estão dando lugar a pequenos jardins, em especial em bairros da zona oeste, como Lapa e Pinheiros. Além de mais bonitos, cada um dos 85 pontos já transformados acrescenta cerca de 100 metros quadrados de área verde à cidade. Não é nenhum parque do Ibirapuera, mas torna as rotatórias mais visíveis, ameniza a paisagem e, mesmo em pequeno volume, ajuda a escoar a água da chuva.
A permeabilidade do solo foi o ponto de partida para a iniciativa, segundo o secretário municipal de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, e começou na avenida Mercedes, no Alto da Lapa, em 2007. Em 1.000 metros de extensão, a via ganhou três rotatórias verdes. “Aproveitamos espaços que já tinham o tráfego canalizado pela CET [Companhia de Engenharia de Tráfego]”, afirma o secretário.
Bem avaliada, a iniciativa foi estendida a mais ruas da região e dos vizinhos Pinheiros e Vila Madalena. Na zona sul, os cruzamentos do bairro residencial Alto da Boa Vista também já fazem parte do projeto.A reboque da permeabilidade, esses jardins deixam as rotatórias mais visíveis e evitam infrações cometidas por motoristas imprudentes. Segundo Matarazzo, muitos passavam reto pela rotatória ou chegavam a estacionar dentro da área.
A coordenadora da divisão de trânsito do Instituto de Engenharia, Maria da Penha Pereira Nobre, acredita que a adoção dessas minipraças vai acabar com o problema. “Em São Paulo, as rotatórias não são respeitadas. Vale a lei do mais forte”, diz. Para ela, a medida só não pode desconsiderar princípios técnicos e de segurança. “Os tachões foram pensados para que um caminhão consiga manobrar em vias estreitas. É preciso levar isso em conta na hora de erguer as muretas”, afirma. “Além disso, sinalização adequada, com olhos-de-gato e pintura especial, é fundamental.”
Quem vive nesses bairros também notou a diferença. “Diminuiu o fluxo de carros que fugiam dos congestionamentos nas vias principais”, afirma a presidente da Associação de Amigos do Alto de Pinheiros, Ignez Barretto.
PLANTIO
A prefeitura leva quatro meses para criar uma rotatória verde. Primeiro, a subprefeitura da região pede autorização à CET, para daí, com o sinal verde dos engenheiros, abrir uma licitação. Cada metro quadrado construído custa 200 reais aos cofres públicos.