pela cidade
Um passeio a pé
Elas ocupam 60 mil km lineares, o que equivale a uma volta e meia ao redor da Terra. O número impressionante é o de calçadas paulistanas – tão importantes pela extensão quanto pela qualidade de vida na cidade. Além de as calçadas abrigarem a maior parte da vegetação urbana, é nelas que caminhamos
Letícia Almeida
Revista Arquitetura & Construção – 10/2009
Calçadas residenciais são responsabilidade do proprietário do imóvel – com pena de multa se não estiverem de acordo com o padrão arquitetônico do Programa Passeio Livre, da prefeitura de São Paulo.
[img1]Nesta calçada, as normas estão de acordo com a cartilha do Programa Passeio Livre, que recomenda três faixas. A primeira, junto à guia, é a de serviço, própria para árvores, postes, lixeiras etc. Em seguida vem a livre, destinada à circulação de pedestres. Ela deve ser firme, contínua, antiderrapante e sem obstáculos. Por fim, a de acesso, junto ao imóvel, pode ter vegetação, bancos e fl oreiras. Aqui, a faixa livre é de material de cor clara, que não absorve muito calor e exige menos iluminação.
As faixas de acesso e serviço são ecológicas: isso se deve à instalação do pisograma, que drena a água da chuva para o lençol freático, evitandosobrecarregar os bueiros e piscinões da cidade.
[img2]O artista plástico Gustavo Rosa, ao comprar um imóvel da década de 50 no bairro Jardim Europa, não descuidou do passeio público. Ao contrário, chamou o arquiteto Flávio Miranda (tel. 11/3082- 6715), responsável pela reforma do casarão, e aproveitou para cuidar da grande área em frente à casa. “Usamos piso de concreto claro com grafismo de pedra e fi zemos canteiros gramados para as árvores que já viviam ali”, conta Flávio.
[img3]Criador do conceito Calçada Viva, apresentado na Casa Cor São Paulo 2006, o paisagista Benedito Abbud (tel. 11/3845-6977) defende a ideia da revitalização das calçadas paulistanas. “A criação de ambientes agradáveis para os pedestres inclui o aspecto estético e o uso de materiais ecológicos”, diz. Ele assina o projeto paisagístico das calçadas do empreendimento imobiliário Arquitetura de Morar, da Camargo Corrêa, no bairro Jardim Sul.
Para uma calçada ecológica*
- Piso de blocos intertravados drenantes de concreto ou pisograma. Glasser, tel. (11) 2488-9199.
- Placa pré-moldada drenante de concreto e fibras naturais. Braston, tel. (19) 3289-5427.
- Piso de blocos intertravados drenantes de concreto e borracha de pneu reciclado. Braston, tel. (19) 3289-5427.
- Placa pré-moldada drenante feita 100% de borracha de pneu reciclada. Piso Leve, tel. (11) 3208-2732.
*Antes de comprar, certifique-se de que pisos atendam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT ).
Calçadas residenciais são responsabilidade do proprietário do imóvel – com pena de multa se não estiverem de acordo com o padrão arquitetônico do Programa Passeio Livre, da prefeitura de São Paulo.
[img1]Nesta calçada, as normas estão de acordo com a cartilha do Programa Passeio Livre, que recomenda três faixas. A primeira, junto à guia, é a de serviço, própria para árvores, postes, lixeiras etc. Em seguida vem a livre, destinada à circulação de pedestres. Ela deve ser firme, contínua, antiderrapante e sem obstáculos. Por fim, a de acesso, junto ao imóvel, pode ter vegetação, bancos e fl oreiras. Aqui, a faixa livre é de material de cor clara, que não absorve muito calor e exige menos iluminação.
As faixas de acesso e serviço são ecológicas: isso se deve à instalação do pisograma, que drena a água da chuva para o lençol freático, evitandosobrecarregar os bueiros e piscinões da cidade.
[img2]O artista plástico Gustavo Rosa, ao comprar um imóvel da década de 50 no bairro Jardim Europa, não descuidou do passeio público. Ao contrário, chamou o arquiteto Flávio Miranda (tel. 11/3082- 6715), responsável pela reforma do casarão, e aproveitou para cuidar da grande área em frente à casa. “Usamos piso de concreto claro com grafismo de pedra e fi zemos canteiros gramados para as árvores que já viviam ali”, conta Flávio.
[img3]Criador do conceito Calçada Viva, apresentado na Casa Cor São Paulo 2006, o paisagista Benedito Abbud (tel. 11/3845-6977) defende a ideia da revitalização das calçadas paulistanas. “A criação de ambientes agradáveis para os pedestres inclui o aspecto estético e o uso de materiais ecológicos”, diz. Ele assina o projeto paisagístico das calçadas do empreendimento imobiliário Arquitetura de Morar, da Camargo Corrêa, no bairro Jardim Sul.
Para uma calçada ecológica*
- Piso de blocos intertravados drenantes de concreto ou pisograma. Glasser, tel. (11) 2488-9199.
- Placa pré-moldada drenante de concreto e fibras naturais. Braston, tel. (19) 3289-5427.
- Piso de blocos intertravados drenantes de concreto e borracha de pneu reciclado. Braston, tel. (19) 3289-5427.
- Placa pré-moldada drenante feita 100% de borracha de pneu reciclada. Piso Leve, tel. (11) 3208-2732.
*Antes de comprar, certifique-se de que pisos atendam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT ).