Políticas contra o aquecimento
Brasil: agenda para o clima
Pinguelli Rosa comenta proposta apresentada ao governo brasileiro sobre mudanças climáticas
Definir as metas para a redução de queimadase instalar a aferição veicular obrigatória para verificar emissão de gases de efeito estufa. Estas são algumas das propostas que o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas encaminhou ao presidente Luis Inácio Lula da Silva e à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entre outras, para que o Brasil adotasse frente ao desafio do aquecimento global.
A agenda encaminhada ao governo brasileiro foi comentada pelo físico Luis Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, durante sua participação no painel científico internacional que desde o dia 3 de maio discute, no Espaço Cultural CPFL, em Campinas (SP), os dilemas associados ao aquecimento global.
Segundo Pinguelli, presidente da Eletrobrás entre janeiro de 2003 e maio de 2004, a proposta formulada pelo Fórum foi uma solicitação do governo Lula conseqüenteda publicação dos últimos relatórios do IPCC.
PROPOSTAS INSTITUCIONAIS
A agenda apresentada ao governo brasileiro inclui, inicialmente, medidas na área institucional, sendo coordenadas pelos ministérios em ações integradas.Além disso,é prevista a criação de uma rede brasileira de pesquisas em mudanças climáticas globais, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT),e também a criação de uma entidade nacional de políticas do clima, englobando o atual Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas do MCT.
AÇÕES DE MITIGAÇÃO
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas também apresentou uma série de propostas para a mitigação de gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil. Considerando que a maior fonte é o desmatamento na Amazônia,sugeriu-se a definição de metas para a redução do desmatamento e das queimadas e de políticas para a conservação dos vários ecossistemas ameaçados pelas mudanças climáticas.
O DESAFIO DOS TRANSPORTES
Um dos grandes desafios para a mitigação está no setor de transportes, acentuou Pinguelli Rosa. Ele lembrou que, segundo o IPCC, entre 1970 e 2004, as emissões de gases de efeito estufa aumentaram 70% no mundo. O setor com maior crescimento de emissões foi o de energia (145%), seguido pelo de transportes (120%), industrial (65%) e emissões derivadas do uso da terra e desmatamentos (incremento de 40%).
Para oBrasil, o Fórum propõe a expansão do transporte coletivo (enfatizando outrosmodos que não apenas o rodoviário), o maior uso de biocombustíveis, a aferição veicular obrigatória e a definição de índices mínimos de eficiência energética para os veículos.
ENERGIA E INDÚSTRIA
Sobre o setor energético, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas propõe um programa de expansão das fontes renováveis e a consolidação da política de biocombustíveis.
No setor industrial, propôs-se um programa de incentivo à descarbonização das unidades de produção, com metas de redução das emissões por unidades produzidas.
MEDIDAS DE ADAPTAÇÃO
OFórum também encaminhou ao presidente Lula propostas de adaptação, frente à irreversibilidade das mudanças climáticas globais. Entre elas, a aceleração do reflorestamento, um amplo estudo sobre os possíveis impactos da elevação de oceanos nas regiões costeiras e uma sólida pesquisa sobre os prováveis impactos das mudanças climáticas no regime de chuvas. "Isso é fundamental e estratégico, considerando que a maior parte da eletricidade produzida no Brasil tem fonte hídrica, e ainda não temos estudos nessa área", advertiu o físico da COPPE/UFRJ.
EDUCAÇÃO
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas considera, ainda, essencial o incentivo ao debate nas escolas e na sociedade em geral sobre as mudanças climáticas globais e como deve ser a postura do país. Assim, o tema deve ser incluído nas medidas relacionadas à Política Nacional de Educação Ambiental, definida pela Lei 9.795/99.
Definir as metas para a redução de queimadase instalar a aferição veicular obrigatória para verificar emissão de gases de efeito estufa. Estas são algumas das propostas que o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas encaminhou ao presidente Luis Inácio Lula da Silva e à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entre outras, para que o Brasil adotasse frente ao desafio do aquecimento global.
A agenda encaminhada ao governo brasileiro foi comentada pelo físico Luis Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, durante sua participação no painel científico internacional que desde o dia 3 de maio discute, no Espaço Cultural CPFL, em Campinas (SP), os dilemas associados ao aquecimento global.
Segundo Pinguelli, presidente da Eletrobrás entre janeiro de 2003 e maio de 2004, a proposta formulada pelo Fórum foi uma solicitação do governo Lula conseqüenteda publicação dos últimos relatórios do IPCC.
PROPOSTAS INSTITUCIONAIS
A agenda apresentada ao governo brasileiro inclui, inicialmente, medidas na área institucional, sendo coordenadas pelos ministérios em ações integradas.Além disso,é prevista a criação de uma rede brasileira de pesquisas em mudanças climáticas globais, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT),e também a criação de uma entidade nacional de políticas do clima, englobando o atual Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas do MCT.
AÇÕES DE MITIGAÇÃO
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas também apresentou uma série de propostas para a mitigação de gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil. Considerando que a maior fonte é o desmatamento na Amazônia,sugeriu-se a definição de metas para a redução do desmatamento e das queimadas e de políticas para a conservação dos vários ecossistemas ameaçados pelas mudanças climáticas.
O DESAFIO DOS TRANSPORTES
Um dos grandes desafios para a mitigação está no setor de transportes, acentuou Pinguelli Rosa. Ele lembrou que, segundo o IPCC, entre 1970 e 2004, as emissões de gases de efeito estufa aumentaram 70% no mundo. O setor com maior crescimento de emissões foi o de energia (145%), seguido pelo de transportes (120%), industrial (65%) e emissões derivadas do uso da terra e desmatamentos (incremento de 40%).
Para oBrasil, o Fórum propõe a expansão do transporte coletivo (enfatizando outrosmodos que não apenas o rodoviário), o maior uso de biocombustíveis, a aferição veicular obrigatória e a definição de índices mínimos de eficiência energética para os veículos.
ENERGIA E INDÚSTRIA
Sobre o setor energético, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas propõe um programa de expansão das fontes renováveis e a consolidação da política de biocombustíveis.
No setor industrial, propôs-se um programa de incentivo à descarbonização das unidades de produção, com metas de redução das emissões por unidades produzidas.
MEDIDAS DE ADAPTAÇÃO
OFórum também encaminhou ao presidente Lula propostas de adaptação, frente à irreversibilidade das mudanças climáticas globais. Entre elas, a aceleração do reflorestamento, um amplo estudo sobre os possíveis impactos da elevação de oceanos nas regiões costeiras e uma sólida pesquisa sobre os prováveis impactos das mudanças climáticas no regime de chuvas. "Isso é fundamental e estratégico, considerando que a maior parte da eletricidade produzida no Brasil tem fonte hídrica, e ainda não temos estudos nessa área", advertiu o físico da COPPE/UFRJ.
EDUCAÇÃO
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas considera, ainda, essencial o incentivo ao debate nas escolas e na sociedade em geral sobre as mudanças climáticas globais e como deve ser a postura do país. Assim, o tema deve ser incluído nas medidas relacionadas à Política Nacional de Educação Ambiental, definida pela Lei 9.795/99.