Luz e cidadania
Programa Rede Comunidade regularizará 600 mil “gatos”
O projeto não acabará apenas com as ligações ilegais, mas também ensinará a comunidade a utilizar energia de maneira consciente , além de incentivar as pessoas a assumirem seus gastos com a conta de luz que receberão no fim do mês. Se preciso for, a CPFL troca a geladeira, o chuveiro, as lâmpadas e até a fiação da residência
Por Roberta Ávila
Planeta Sustentável - 29/10/2008
Um morador da favela muitas vezes não tem endereço com nome da rua e número da casa. Muito menos uma conta de luz ou água para abrir crediário numa loja ou para preencher uma ficha cadastral numa locadora de filmes. É pensando nos direitos e deveres dos cidadãos que o Programa Rede Comunidade, da CPFL Energia, regulariza ligações de energia clandestinas, os chamados “gatos”.
Mas se o programa se restringisse a regularizar ligações, boa parte das pessoas voltaria a fazer “gatos”. Como explica Carlos Augusto, Gerente de Projetos Especiais da empresa, as contas dos novos cadastrados costumam vir altíssimas - às vezes 300 reais por mês -, para uma família de baixa renda que não pode arcar com essa despesa. Para evitar isso, a CPFL criou um amplo sistema de assistência e conscientização.
A iniciativa começa por trocar a geladeira velha da casa por uma nova, que consome menos. Trocam as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes e, se for preciso, trocam até a rede elétrica da casa, que pode desperdiçar muita energia. Se o chuveiro consumir energia excessiva, entra no pacote: a família ganha um chuveiro econômico. Depois disso, a conta ainda pode continuar alta, então, a CPFL investe no ensino para a utilização de energia elétrica de forma consciente e dá seis meses de carência para o novo associado. Apesar de receber a conta indicando o consumo real da residência, o valor pago é o da assinatura básica, e um agente da CPFL acompanha os moradores e dá dicas.
Todos os contemplados pelo programa são de baixo poder aquisitivo. Cerca de 40 mil pessoas já foram atendidas pelo programa - que existe desde 1997, mas ganhou dimensão só em 2007 - e foram trocados 14 mil refrigeradores e 5 mil chuveiros. . Em 2008, sua amplitude está sendo maior ainda e a estimativa é atender 600 mil pessoas até agosto do ano que vem. Nem todos precisam de tudo: quem já tem uma geladeira boa fica com ela, por exemplo.
LÚDICO E PRÁTICO
Para tornar pontuais e agradáveis suas visitas às comunidades para a implantação desse programa, os agentes da CPFL também realizam atividades educativas como peças teatrais e gincanas. Isso facilita a assimilação de informações sobre as formas de produção e distribuição de energia, dicas de consumo racional. Os agentes ainda enfatizam a energia de qualidade que os consumidores recebem quando legalizados, diferente da que chega a ele pelos “gatos”: além de acabar a toda hora, ela às vezes chega fraca à residência.
Também são disseminadas informações para prevenir acidentes causados pelo mau uso da energia elétrica, como curtos circuitos que acontecem quando se liga vários aparelhos na mesma tomada. Os professores das escolas locais também são treinados para passar esse conhecimento adiante. E mais: a CPFL ainda mantém um espaço especial em seu site, no qual é possível aprender mais sobre a energia elétrica.
Para Carlos Augusto, o programa é excepcional. “Tenho um grande orgulho em trabalhar nesse projeto, tanto do ponto de vista profissional quanto do de cidadão” declara. Ele acredita que as comunidades de baixa renda não têm intenção de roubar energia, mas precisam ser orientados para usufruir dela com mais segurança e economia, além de assumir o pagamento de sua conta no fim do mês.
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A iniciativa começa por trocar a geladeira velha da casa por uma nova, que consome menos. Trocam as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes e, se for preciso, trocam até a rede elétrica da casa, que pode desperdiçar muita energia. Se o chuveiro consumir energia excessiva, entra no pacote: a família ganha um chuveiro econômico. Depois disso, a conta ainda pode continuar alta, então, a CPFL investe no ensino para a utilização de energia elétrica de forma consciente e dá seis meses de carência para o novo associado. Apesar de receber a conta indicando o consumo real da residência, o valor pago é o da assinatura básica, e um agente da CPFL acompanha os moradores e dá dicas.
Todos os contemplados pelo programa são de baixo poder aquisitivo. Cerca de 40 mil pessoas já foram atendidas pelo programa - que existe desde 1997, mas ganhou dimensão só em 2007 - e foram trocados 14 mil refrigeradores e 5 mil chuveiros. . Em 2008, sua amplitude está sendo maior ainda e a estimativa é atender 600 mil pessoas até agosto do ano que vem. Nem todos precisam de tudo: quem já tem uma geladeira boa fica com ela, por exemplo.
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Para tornar pontuais e agradáveis suas visitas às comunidades para a implantação desse programa, os agentes da CPFL também realizam atividades educativas como peças teatrais e gincanas. Isso facilita a assimilação de informações sobre as formas de produção e distribuição de energia, dicas de consumo racional. Os agentes ainda enfatizam a energia de qualidade que os consumidores recebem quando legalizados, diferente da que chega a ele pelos “gatos”: além de acabar a toda hora, ela às vezes chega fraca à residência.
Também são disseminadas informações para prevenir acidentes causados pelo mau uso da energia elétrica, como curtos circuitos que acontecem quando se liga vários aparelhos na mesma tomada. Os professores das escolas locais também são treinados para passar esse conhecimento adiante. E mais: a CPFL ainda mantém um espaço especial em seu site, no qual é possível aprender mais sobre a energia elétrica.
Para Carlos Augusto, o programa é excepcional. “Tenho um grande orgulho em trabalhar nesse projeto, tanto do ponto de vista profissional quanto do de cidadão” declara. Ele acredita que as comunidades de baixa renda não têm intenção de roubar energia, mas precisam ser orientados para usufruir dela com mais segurança e economia, além de assumir o pagamento de sua conta no fim do mês.
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