Serasa
Oportunidades para todos
A Serasa promove o ingresso de portadores de deficiência no mercado de trabalho, incentiva o voluntariado dos funcionários e busca ampliar sua atuação responsável
Por Christiane Bueno Malta
Guia Exame de Sustentabilidade 2008
Em outubro deste ano, a Serasa, empresa especializada em informações para decisões de crédito, obteve um reconhecimento pelo trabalho que desenvolve para promover a inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho. Ele veio sob a forma de uma parceria com a Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo para transferir para o governo seu conhecimento nessa área. O objetivo é qualificar portadores de deficiência física, visual ou auditiva por meio de aulas de informática, matemática financeira, contabilidade básica e outras disciplinas. A primeira turma, composta de 107 alunos, deverá estar pronta para ingressar no mercado de trabalho em fevereiro de 2009. A idéia é aproveitar essas pessoas não somente na Serasa mas também em uma das 16 empresas parceiras que apóiam a iniciativa, como Accor, Itaú, Safra e Goodyear. No total, essas companhias vão destinar 1 milhão de reais para bancar o projeto e se comprometem a contratar profissionais qualificados pelo programa. “Essa parceria é mais uma prova de que a sustentabilidade é uma preocupação constante da nossa gestão”, afirma Francisco Valim, presidente da Serasa.
Com faturamento anual da ordem de 860 milhões de reais, a Serasa, que desde junho do ano passado é controlada pelo grupo britânico Experian, emprega atualmente 90 portadores de deficiência, de um total de quase 2 500 funcionários. Em 2003, o edifício onde funciona sua sede, em São Paulo, recebeu da Fundação Carlos Alberto Vanzolini o certificado de primeira construção adaptada às pessoas com necessidades especiais. O Ministério do Trabalho considera a Serasa uma referência em empregabilidade de pessoas com deficiência e costuma indicá-la como exemplo a ser observado. Desde 2004, a Serasa registrou a visita de 328 empresas, ONGs, universitários e professores interessados em aprender como a empresa consegue integrar portadores de deficiência ao dia-a-dia do negócio. “Com o aumento da procura, estabelecemos um dia fixo na semana para receber os interessados em conhecer nossa metodologia”, diz Valim.
Além da inclusão de portadores de deficiência, outra frente de atuação da Serasa é o incentivo ao trabalho voluntário dos funcionários — que são estimulados a convidar também seus familiares e amigos. Um exemplo é o projeto Magia do Riso, criado em 2001 por um time de voluntários que se vestem de palhaço para levar a arte do circo a crianças e idosos em creches, asilos e hospitais. A equipe conta atualmente com 40 voluntários, que dedicam em média 18 horas por mês ao projeto — eles negociam com suas chefias o melhor horário para desempenhar as atividades como voluntários durante a jornada normal de trabalho. No total, o programa de voluntariado da Serasa tem a adesão de 2 650 pessoas.
No segundo semestre de 2007, a empresa deu um passo para incorporar a sustentabilidade à sua atividade-fim e passou a oferecer a seus clientes uma nova ferramenta, o Relatório de Responsabilidade Ambiental, que inclui a dimensão ambiental na avaliação do risco global dos negócios. A Serasa não informa quantos clientes já utilizam esse serviço. Mas, segundo Valim, o potencial de uso da ferramenta é grande. “Cada vez mais empresas estão definindo seus parceiros e fornecedores conforme a evolução de seus processos de sustentabilidade”, afirma o executivo.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
"A Serasa dá chance às pessoas com deficiência de trabalhar e, sobretudo, de trabalhar bem. Em razão da lei de cotas para portadores de deficiência, apareceram muitos movimentos, mas sem essa filosofia de dar oportunidade para as pessoas se capacitarem. A maioria só quer atender à lei"
João César Lima, sócio e responsável pela área de RH da consultoria PricewaterhouseCoopers
Em outubro deste ano, a Serasa, empresa especializada em informações para decisões de crédito, obteve um reconhecimento pelo trabalho que desenvolve para promover a inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho. Ele veio sob a forma de uma parceria com a Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo para transferir para o governo seu conhecimento nessa área. O objetivo é qualificar portadores de deficiência física, visual ou auditiva por meio de aulas de informática, matemática financeira, contabilidade básica e outras disciplinas. A primeira turma, composta de 107 alunos, deverá estar pronta para ingressar no mercado de trabalho em fevereiro de 2009. A idéia é aproveitar essas pessoas não somente na Serasa mas também em uma das 16 empresas parceiras que apóiam a iniciativa, como Accor, Itaú, Safra e Goodyear. No total, essas companhias vão destinar 1 milhão de reais para bancar o projeto e se comprometem a contratar profissionais qualificados pelo programa. “Essa parceria é mais uma prova de que a sustentabilidade é uma preocupação constante da nossa gestão”, afirma Francisco Valim, presidente da Serasa.
Com faturamento anual da ordem de 860 milhões de reais, a Serasa, que desde junho do ano passado é controlada pelo grupo britânico Experian, emprega atualmente 90 portadores de deficiência, de um total de quase 2 500 funcionários. Em 2003, o edifício onde funciona sua sede, em São Paulo, recebeu da Fundação Carlos Alberto Vanzolini o certificado de primeira construção adaptada às pessoas com necessidades especiais. O Ministério do Trabalho considera a Serasa uma referência em empregabilidade de pessoas com deficiência e costuma indicá-la como exemplo a ser observado. Desde 2004, a Serasa registrou a visita de 328 empresas, ONGs, universitários e professores interessados em aprender como a empresa consegue integrar portadores de deficiência ao dia-a-dia do negócio. “Com o aumento da procura, estabelecemos um dia fixo na semana para receber os interessados em conhecer nossa metodologia”, diz Valim.
Além da inclusão de portadores de deficiência, outra frente de atuação da Serasa é o incentivo ao trabalho voluntário dos funcionários — que são estimulados a convidar também seus familiares e amigos. Um exemplo é o projeto Magia do Riso, criado em 2001 por um time de voluntários que se vestem de palhaço para levar a arte do circo a crianças e idosos em creches, asilos e hospitais. A equipe conta atualmente com 40 voluntários, que dedicam em média 18 horas por mês ao projeto — eles negociam com suas chefias o melhor horário para desempenhar as atividades como voluntários durante a jornada normal de trabalho. No total, o programa de voluntariado da Serasa tem a adesão de 2 650 pessoas.
No segundo semestre de 2007, a empresa deu um passo para incorporar a sustentabilidade à sua atividade-fim e passou a oferecer a seus clientes uma nova ferramenta, o Relatório de Responsabilidade Ambiental, que inclui a dimensão ambiental na avaliação do risco global dos negócios. A Serasa não informa quantos clientes já utilizam esse serviço. Mas, segundo Valim, o potencial de uso da ferramenta é grande. “Cada vez mais empresas estão definindo seus parceiros e fornecedores conforme a evolução de seus processos de sustentabilidade”, afirma o executivo.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
"A Serasa dá chance às pessoas com deficiência de trabalhar e, sobretudo, de trabalhar bem. Em razão da lei de cotas para portadores de deficiência, apareceram muitos movimentos, mas sem essa filosofia de dar oportunidade para as pessoas se capacitarem. A maioria só quer atender à lei"
João César Lima, sócio e responsável pela área de RH da consultoria PricewaterhouseCoopers