Por Roberta de Lucca
Revista Vida Simples - 09/2008
Tudo ao mesmo tempo agora. Essa é expressão da nova ordem social, que traça um panorama no qual saber escolher e avaliar o que é importante é um trunfo de sobrevivência. Para os adultos, pode parecer mais fácil optar por isso ou aquilo, mas como uma criança ou adolescente pode avaliar o que vai contribuir para sua vida? A resposta a perguntas tão específicas está na ajuda dos pais em abrir a mente ao discernimento – e também na escola, que desempenha o mesmo papel.
Hoje, as instituições de ensino participam ativamente do desenvolvimento das regras de vida e aprendizado. Não basta mais fazer um cartaz com fotografias recortadas de revistas para comemorar o Dia do Índio. A escola deve ensinar o aluno a entender e refletir sobre os problemas dos índios de maneira global. E essa compreensão, de que a instituição de ensino deve abordar os temas de forma mais analítica e integral, atinge muito mais áreas que antes. Saúde, sexualidade, ética, tecnologia e questões ambientais, por exemplo, conquistaram espaço na classe e envolvem discussões que nada têm a ver com as de 15 ou 20 anos atrás.
DO MICRO AO MACRO
O modelo antigo da escola que formava “doutores” não cola mais. Também não cola mais a idéia de que é da escola a obrigação de educar os filhos. Essa idéia, aliás, é errada. “A escola é mais uma maneira de educar. Família, amigos, televisão e internet também são formas de educação”, diz Mario Sergio Cortella, filósofo e professor da PUC-SP. Não é por isso, porém, que vale matricular o filho em qualquer lugar. Ao contrário, escolher o colégio que mais se ajusta ao perfil da família é como provar vários pares de sapatos até encontrar o mais confortável – a escola tem que compactuar com os interesses de pais e filhos.
Atualmente, para muitas escolas, o maior valor da educação é ensinar o aluno a pensar. Quase não existe mais espaço para aquela didática voltada à matéria decorada, à pedagogia da imposição das idéias. A abordagem é reflexiva, induz o estudante a desenvolver pensamentos coerentes e o senso analítico. A boa escola acompanha os problemas mundiais e éticos de maneira mais ampla. “Não há colégio separado do que está acontecendo na sociedade. O que diferencia um de outro é o foco e a eficácia da articulação para discutir um problema”, diz Cristine Conforti, diretora de ensino fundamental do Colégio Santa Cruz, de São Paulo.
Assim, os questionamentos conduzem ao entendimento global de uma ação, levando à abordagem multidisciplinar, adotada em muitos colégios. Não basta dizer que o consumo exagerado degrada o planeta. As escolas ensinam os alunos a entender essa cadeia e a pensar em soluções para evitar a destruição dos recursos naturais. “Quando falamos da poluição e da vantagem do etanol como combustível, estudamos todo o processo, do plantio da cana ao refino na usina, para os alunos terem uma visão geral de como ele afeta o planeta e a vida das pessoas”, diz a diretora pedagógica do Colégio Equipe, de São Paulo, Ausonia Donato.
Refletir sobre como uma ação ecoa além do microcosmo da vida dos alunos é bandeira levantada em várias frentes. Diante de um grupo de estudantes que questionou o elevado preço do pão de queijo na lanchonete, Cristine Conforti, do Santa Cruz, perguntou: que critérios foram usados para comparar o preço da fornada da cantina com uma de quantidades industriais? Não basta dizer que é caro sem entender o que envolve a escala da fabricação. “Surpreendo-me com o fato de meus filhos serem tão críticos e analíticos. Eles não aceitam uma coisa apenas porque eu e o pai achamos que tem de ser assim. E, se a escola mostra o caminho para que eles tenham uma postura diante das coisas, tanto melhor, pois nos ajuda. É uma parceria”, diz a oceanógrafa Marina Rodriguez, mãe de dois meninos.
ESTUDO E INTERNET
Ao atiçar a fogueira do pensar, a configuração do estudo também muda. Hoje, os trabalhos escolares exigem muito mais do aluno. Primeiro, por questão de coerência: se a idéia é estimular a reflexão, não faz sentido decorar um questionário para a prova. Então, a formatação do trabalho tem que ser estimulante, gerar muitas perguntas e soluções. Segundo, para impedir (ou tentar impedir) que os estudantes copiem descaradamente as informações da internet e entreguem ao professor.
O colégio em que Júlia Lins Portela, de 10 anos, estuda, o Polichinelo, estimula o uso da internet como fonte de consulta, mas não aceita o “copiar-colar” nos trabalhos. “A orientação da escola, que fica em Jaboatão dos Guararapes (PE), é que os alunos leiam o máximo possível, discutam os temas com pais ou colegas e escrevam com suas próprias palavras o que entenderam”, afirma a mãe de Júlia, Ana Cláudia Lins.
Esse panorama, claro, é relativo. A internet facilita a pesquisa, mas pode viciar o aluno preguiçoso, que tende a ficar com o que encontra de imediato. Por isso, a família precisa acompanhar o desenvolvimento do trabalho escolar. “O computador deveria ser instalado num ambiente comum à família, como se fazia antigamente com o rádio e a televisão”, diz Mario Sergio Cortella.
CONSUMO E SAÚDE
As informações do mundo virtual também estabelecem padrões de comportamento. Por meio delas e de outros tipos de comunicação, crianças e adolescentes são bombardeados com conceitos de consumo e beleza, que determinam ou não sua inclusão em tribos – e acabam influenciando seu pensar e agir. Assim, ter um perfil no Orkut pode ser algo normal ou um mecanismo de uso equivocado. “Mostramos como o Orkut ou o YouTube podem expor os alunos. Com sutileza, questionamos se o adolescente mostra sua vida na internet de maneira saudável ou se é só para chamar atenção e fazer sucesso entre os colegas”, afirma o coordenador pedagógico da escola paulistana Oswald de Andrade Caravelas, Eduardo Campos.
No Colégio Pueri Domus, também em São Paulo, os alunos do ensino médio têm aulas de educação para as mídias, em que questionam o papel dos meios comunicação, analisando como eles influenciam a sociedade a consumir bens e conceitos. As meninas precisam ser magras como a Gisele Bündchen? Os meninos precisam de músculos visíveis?
Embaladas nessa orientação, as escolas aproveitam para expandir o questionamento de assuntos relacionados à saúde, como a alimentação. No Balão Vermelho, de Belo Horizonte, a lanchonete oferece um cardápio desenvolvido pelos alunos da 5ª série. “Tendo como referência a pirâmide alimentar, eles organizaram, junto com a responsável pela cantina, um menu saudável, sem refrigerantes, frituras, balas etc.”, diz a coordenadora pedagógica do ensino infantil, Adriana Monteiro.
Mas, quando a escola não dá bola para o assunto, os pais devem ser incisivos. “Na escola onde minha filha estuda não há alimentos saudáveis. Para minimizar
o estrago, ela leva o lanche de casa e uma vez por semana está liberada para comer o que quiser na cantina”, diz a iconógrafa Rosa André, de São Paulo.
A NOVA FAMÍLIA
A diversidade familiar é outro tema que ganhou espaço no colégio, já que a família se transformou num grande mosaico. Existem os casais tradicionais, os que estão no segundo casamento, as mães de produção independente, os pais que ganham a guarda dos filhos, os casais gays e assim por diante. Na nova salada social, a escola também assume posturas para aliviar os confrontos que o novo quadro pode gerar. “Mostramos que o preconceito é impeditivo, que ele bloqueia a produção do conhecimento”, afirma Ausonia Donato, do Equipe.
Independentemente da configuração da família, o importante é ela manter seus papéis essenciais. “Ainda permanece a idéia de que o comando vem do pai e/ou da mãe”, diz a psicóloga Ceres Alves de Araujo. Cabe a eles cuidar para que os filhos tenham essa certeza. “É importante que pais separados mantenham a noção estrutural da família”, afirma o psicólogo Paulo Afonso Caruso Ronca.
Para Mario Sergio Cortella, a família não deve fomentar a “despamonhalização”. O termo, cunhado por ele, simboliza o feitio da pamonha. “Pai e filho plantavam e cultivavam o milho, que era colhido por mãe e filha, ralado por todos e preparado pelas mulheres. Depois a pamonha era comida pela família. Uma tarefa que envolvia a todos”, diz. A metáfora explica a importância do envolvimento.
PARCERIA PAI-ESCOLA
Pai e mãe têm que estar presentes no dia-a-dia escolar e não apenas pagar o boleto mensal. “Eles não podem se apegar ao jargão ‘não tenho tempo’. Eles têm de ter tempo para acompanhar o estudo dos filhos e se interessar por ele”, diz Cortella.
Só que não vale agir de maneira burocrática. Ao participar de verdade, o brinde é o aprofundamento das relações, que às vezes ficam meio balançadas, principalmente na fase próxima da adolescência. Para esses momentos, Cortella
dá a dica: “Os filhos adoram ensinar. Mostre interesse por algo que possam explicar o que é ou como funciona”.
Às vezes os pais sentem dificuldade em entender as fases pelas quais os filhos estão passando ou não sabem lidar com suas aflições paternas, como o medo da violência, da gravidez, das drogas. Aí a escola assume papel de parceira da família, promovendo encontros de orientação.
No ano passado, o psicólogo Paulo Ronca conversou com pais de alunos do Colégio São Luís, de São Paulo, sobre sexualidade, superproteção, drogas e outros temas. Por meio de ações como essas, os pais entendem que a última palavra na educação dos filhos é sempre deles. “A família”, diz Mario Cortella, “é imprescindível para a formação educacional e ética. A escola ajuda, mas não é dela a responsabilidade integral.”
LIVROS
Nos Labirintos da Moral, Mario Sergio Cortella e Yves de La Taille, Papirus
Diário de um Educador, Celso Antunes, Papirus
Pais que Educam, Ceres Alves de Araújo, Gente
Por Roberta de Lucca
Revista Vida Simples - 09/2008
Tudo ao mesmo tempo agora. Essa é expressão da nova ordem social, que traça um panorama no qual saber escolher e avaliar o que é importante é um trunfo de sobrevivência. Para os adultos, pode parecer mais fácil optar por isso ou aquilo, mas como uma criança ou adolescente pode avaliar o que vai contribuir para sua vida? A resposta a perguntas tão específicas está na ajuda dos pais em abrir a mente ao discernimento – e também na escola, que desempenha o mesmo papel.
Hoje, as instituições de ensino participam ativamente do desenvolvimento das regras de vida e aprendizado. Não basta mais fazer um cartaz com fotografias recortadas de revistas para comemorar o Dia do Índio. A escola deve ensinar o aluno a entender e refletir sobre os problemas dos índios de maneira global. E essa compreensão, de que a instituição de ensino deve abordar os temas de forma mais analítica e integral, atinge muito mais áreas que antes. Saúde, sexualidade, ética, tecnologia e questões ambientais, por exemplo, conquistaram espaço na classe e envolvem discussões que nada têm a ver com as de 15 ou 20 anos atrás.
DO MICRO AO MACRO
O modelo antigo da escola que formava “doutores” não cola mais. Também não cola mais a idéia de que é da escola a obrigação de educar os filhos. Essa idéia, aliás, é errada. “A escola é mais uma maneira de educar. Família, amigos, televisão e internet também são formas de educação”, diz Mario Sergio Cortella, filósofo e professor da PUC-SP. Não é por isso, porém, que vale matricular o filho em qualquer lugar. Ao contrário, escolher o colégio que mais se ajusta ao perfil da família é como provar vários pares de sapatos até encontrar o mais confortável – a escola tem que compactuar com os interesses de pais e filhos.
Atualmente, para muitas escolas, o maior valor da educação é ensinar o aluno a pensar. Quase não existe mais espaço para aquela didática voltada à matéria decorada, à pedagogia da imposição das idéias. A abordagem é reflexiva, induz o estudante a desenvolver pensamentos coerentes e o senso analítico. A boa escola acompanha os problemas mundiais e éticos de maneira mais ampla. “Não há colégio separado do que está acontecendo na sociedade. O que diferencia um de outro é o foco e a eficácia da articulação para discutir um problema”, diz Cristine Conforti, diretora de ensino fundamental do Colégio Santa Cruz, de São Paulo.
Assim, os questionamentos conduzem ao entendimento global de uma ação, levando à abordagem multidisciplinar, adotada em muitos colégios. Não basta dizer que o consumo exagerado degrada o planeta. As escolas ensinam os alunos a entender essa cadeia e a pensar em soluções para evitar a destruição dos recursos naturais. “Quando falamos da poluição e da vantagem do etanol como combustível, estudamos todo o processo, do plantio da cana ao refino na usina, para os alunos terem uma visão geral de como ele afeta o planeta e a vida das pessoas”, diz a diretora pedagógica do Colégio Equipe, de São Paulo, Ausonia Donato.
Refletir sobre como uma ação ecoa além do microcosmo da vida dos alunos é bandeira levantada em várias frentes. Diante de um grupo de estudantes que questionou o elevado preço do pão de queijo na lanchonete, Cristine Conforti, do Santa Cruz, perguntou: que critérios foram usados para comparar o preço da fornada da cantina com uma de quantidades industriais? Não basta dizer que é caro sem entender o que envolve a escala da fabricação. “Surpreendo-me com o fato de meus filhos serem tão críticos e analíticos. Eles não aceitam uma coisa apenas porque eu e o pai achamos que tem de ser assim. E, se a escola mostra o caminho para que eles tenham uma postura diante das coisas, tanto melhor, pois nos ajuda. É uma parceria”, diz a oceanógrafa Marina Rodriguez, mãe de dois meninos.
ESTUDO E INTERNET
Ao atiçar a fogueira do pensar, a configuração do estudo também muda. Hoje, os trabalhos escolares exigem muito mais do aluno. Primeiro, por questão de coerência: se a idéia é estimular a reflexão, não faz sentido decorar um questionário para a prova. Então, a formatação do trabalho tem que ser estimulante, gerar muitas perguntas e soluções. Segundo, para impedir (ou tentar impedir) que os estudantes copiem descaradamente as informações da internet e entreguem ao professor.
O colégio em que Júlia Lins Portela, de 10 anos, estuda, o Polichinelo, estimula o uso da internet como fonte de consulta, mas não aceita o “copiar-colar” nos trabalhos. “A orientação da escola, que fica em Jaboatão dos Guararapes (PE), é que os alunos leiam o máximo possível, discutam os temas com pais ou colegas e escrevam com suas próprias palavras o que entenderam”, afirma a mãe de Júlia, Ana Cláudia Lins.
Esse panorama, claro, é relativo. A internet facilita a pesquisa, mas pode viciar o aluno preguiçoso, que tende a ficar com o que encontra de imediato. Por isso, a família precisa acompanhar o desenvolvimento do trabalho escolar. “O computador deveria ser instalado num ambiente comum à família, como se fazia antigamente com o rádio e a televisão”, diz Mario Sergio Cortella.
CONSUMO E SAÚDE
As informações do mundo virtual também estabelecem padrões de comportamento. Por meio delas e de outros tipos de comunicação, crianças e adolescentes são bombardeados com conceitos de consumo e beleza, que determinam ou não sua inclusão em tribos – e acabam influenciando seu pensar e agir. Assim, ter um perfil no Orkut pode ser algo normal ou um mecanismo de uso equivocado. “Mostramos como o Orkut ou o YouTube podem expor os alunos. Com sutileza, questionamos se o adolescente mostra sua vida na internet de maneira saudável ou se é só para chamar atenção e fazer sucesso entre os colegas”, afirma o coordenador pedagógico da escola paulistana Oswald de Andrade Caravelas, Eduardo Campos.
No Colégio Pueri Domus, também em São Paulo, os alunos do ensino médio têm aulas de educação para as mídias, em que questionam o papel dos meios comunicação, analisando como eles influenciam a sociedade a consumir bens e conceitos. As meninas precisam ser magras como a Gisele Bündchen? Os meninos precisam de músculos visíveis?
Embaladas nessa orientação, as escolas aproveitam para expandir o questionamento de assuntos relacionados à saúde, como a alimentação. No Balão Vermelho, de Belo Horizonte, a lanchonete oferece um cardápio desenvolvido pelos alunos da 5ª série. “Tendo como referência a pirâmide alimentar, eles organizaram, junto com a responsável pela cantina, um menu saudável, sem refrigerantes, frituras, balas etc.”, diz a coordenadora pedagógica do ensino infantil, Adriana Monteiro.
Mas, quando a escola não dá bola para o assunto, os pais devem ser incisivos. “Na escola onde minha filha estuda não há alimentos saudáveis. Para minimizar
o estrago, ela leva o lanche de casa e uma vez por semana está liberada para comer o que quiser na cantina”, diz a iconógrafa Rosa André, de São Paulo.
A NOVA FAMÍLIA
A diversidade familiar é outro tema que ganhou espaço no colégio, já que a família se transformou num grande mosaico. Existem os casais tradicionais, os que estão no segundo casamento, as mães de produção independente, os pais que ganham a guarda dos filhos, os casais gays e assim por diante. Na nova salada social, a escola também assume posturas para aliviar os confrontos que o novo quadro pode gerar. “Mostramos que o preconceito é impeditivo, que ele bloqueia a produção do conhecimento”, afirma Ausonia Donato, do Equipe.
Independentemente da configuração da família, o importante é ela manter seus papéis essenciais. “Ainda permanece a idéia de que o comando vem do pai e/ou da mãe”, diz a psicóloga Ceres Alves de Araujo. Cabe a eles cuidar para que os filhos tenham essa certeza. “É importante que pais separados mantenham a noção estrutural da família”, afirma o psicólogo Paulo Afonso Caruso Ronca.
Para Mario Sergio Cortella, a família não deve fomentar a “despamonhalização”. O termo, cunhado por ele, simboliza o feitio da pamonha. “Pai e filho plantavam e cultivavam o milho, que era colhido por mãe e filha, ralado por todos e preparado pelas mulheres. Depois a pamonha era comida pela família. Uma tarefa que envolvia a todos”, diz. A metáfora explica a importância do envolvimento.
PARCERIA PAI-ESCOLA
Pai e mãe têm que estar presentes no dia-a-dia escolar e não apenas pagar o boleto mensal. “Eles não podem se apegar ao jargão ‘não tenho tempo’. Eles têm de ter tempo para acompanhar o estudo dos filhos e se interessar por ele”, diz Cortella.
Só que não vale agir de maneira burocrática. Ao participar de verdade, o brinde é o aprofundamento das relações, que às vezes ficam meio balançadas, principalmente na fase próxima da adolescência. Para esses momentos, Cortella
dá a dica: “Os filhos adoram ensinar. Mostre interesse por algo que possam explicar o que é ou como funciona”.
Às vezes os pais sentem dificuldade em entender as fases pelas quais os filhos estão passando ou não sabem lidar com suas aflições paternas, como o medo da violência, da gravidez, das drogas. Aí a escola assume papel de parceira da família, promovendo encontros de orientação.
No ano passado, o psicólogo Paulo Ronca conversou com pais de alunos do Colégio São Luís, de São Paulo, sobre sexualidade, superproteção, drogas e outros temas. Por meio de ações como essas, os pais entendem que a última palavra na educação dos filhos é sempre deles. “A família”, diz Mario Cortella, “é imprescindível para a formação educacional e ética. A escola ajuda, mas não é dela a responsabilidade integral.”
LIVROS
Nos Labirintos da Moral, Mario Sergio Cortella e Yves de La Taille, Papirus
Diário de um Educador, Celso Antunes, Papirus
Pais que Educam, Ceres Alves de Araújo, Gente
























