Metano
Cheiro de novidade
Qual animal tem o cocô mais energético?
Por Douglas Portari
Revista Superinterressante Edição Verde – 12/2008
Alguém aí se lembra de Mad Max 3 – Além da Cúpula do Trovão? No filme de 1985, Mel Gibson é o herói de um mundo apocalíptico, mas tão apocalíptico que uma cidade no meio do deserto obtém sua energia do metano fruto do cocô de porcos. Dá pra dizer que o filme é tão bom quanto a matriz energética da cidade, mas o fato é que essa técnica alternativa de conseguir combustível está na moda.
No Paraná, suinocultores já utilizam dejetos de seus animais como fonte de energia nas fazendas. Eles usam biodigestores, tanques que armazenam as fezes e onde bactérias transformam matéria orgânica em um gás composto de 80% de metano (CH4) – apesar da má fama, um gás inodoro. Mas os porquinhos não lideram o ranking da quantidade e da eficiência energética, honra que cabe a elefantes e galinhas, respectivamente.
Para obter a quantidade diária de esterco de um elefante (90,6 quilos), seriam necessárias mais de 1 000 galinhas. Mas essas galinhas, pela “octanagem” de seu cocô, produziriam 53 quilowatts de energiadia, 35% mais que o paquiderme. “O rendimento do gás depende da composição dos dejetos e isso varia com o tipo de alimentação e o próprio sistema digestivo de cada espécie”, explica o médico veterinário e doutorando da USP, Antônio Humberto Minervino. Detalhe: a produção de metano das fezes humanas é relativamente baixa, uns 0,045 m3/kg, o que nos coloca abaixo da vaca.
Confira o infográfico comparando o desempenho dos produtores da mais suja das energias limpas.
Alguém aí se lembra de Mad Max 3 – Além da Cúpula do Trovão? No filme de 1985, Mel Gibson é o herói de um mundo apocalíptico, mas tão apocalíptico que uma cidade no meio do deserto obtém sua energia do metano fruto do cocô de porcos. Dá pra dizer que o filme é tão bom quanto a matriz energética da cidade, mas o fato é que essa técnica alternativa de conseguir combustível está na moda.
No Paraná, suinocultores já utilizam dejetos de seus animais como fonte de energia nas fazendas. Eles usam biodigestores, tanques que armazenam as fezes e onde bactérias transformam matéria orgânica em um gás composto de 80% de metano (CH4) – apesar da má fama, um gás inodoro. Mas os porquinhos não lideram o ranking da quantidade e da eficiência energética, honra que cabe a elefantes e galinhas, respectivamente.
Para obter a quantidade diária de esterco de um elefante (90,6 quilos), seriam necessárias mais de 1 000 galinhas. Mas essas galinhas, pela “octanagem” de seu cocô, produziriam 53 quilowatts de energiadia, 35% mais que o paquiderme. “O rendimento do gás depende da composição dos dejetos e isso varia com o tipo de alimentação e o próprio sistema digestivo de cada espécie”, explica o médico veterinário e doutorando da USP, Antônio Humberto Minervino. Detalhe: a produção de metano das fezes humanas é relativamente baixa, uns 0,045 m3/kg, o que nos coloca abaixo da vaca.
Confira o infográfico comparando o desempenho dos produtores da mais suja das energias limpas.